13/04/2010 - Várzea Alegre -
O delegado da Polícia Civil, Dr. Marcos José, informou nesta manhã, que foi efetuada pela Polícia Militar, sob o comando do Capitão Luciano Rodrigues, a prisão de Raimundo Evandro Ferreira, 20, vulgo “Rui”, residente na Rua Antônia Cabeleira, Alto da Prefeitura.
Rui é acusado de tentativa de homicídio contra Francisco Pereira Pessoa, 23, caso ocorrido no dia 04 de janeiro de 2010, na Rua 13 de Maio, centro da cidade.
Na data do crime, apesar da ação da polícia no sentido de prender o acusado, ele conseguiu fugir. A polícia, naquela ocasião, pediu a prisão preventiva de Rui, e agora no domingo, 11, sua prisão foi realizada e ele se encontra recolhido na cadeia pública local.
CASO DE ESTELIONATO
Já nesta segunda-feira, 12, a polícia prendeu Antônio Almeida da Silva, conhecido por “Almeida”, 52, natural de Fortaleza, acusado de estelionato.
Almeida trabalhava fazendo empréstimos para aposentados. Dois aposentados foram lesados por ele e prestaram queixa na delegacia.
Segundo um deles, o aposentado Raimundo Brito, do empréstimo de R$ 4.700,00, contraído com a empresa representada por Almeida, o Banco Votorantim, só lhe foi repassado R$ 2.000,00, sendo que Almeida apoderou-se restante do valor, ou seja, R$ 2.700,00.
Antônio Almeida, desde 2006, responde por estelionato em Fortaleza e Aracoiaba.
O delegado da Polícia Civil, Marcos José, pede a todos os aposentados que fizeram empréstimo com Antônio Almeida, ou com um homem conhecido por Gilvan, e que tenham dúvidas sobre se houve fraude em seus empréstimos, que procurem a delegacia para registrar ocorrência.
Marcos José alertou os aposentados a não entregarem documentos para fins de empréstimos e que, quando um empréstimo é feito com uma empresa idônea, o dinheiro é depositado direto na conta do aposentado, por ordem de pagamento, e só o aposentado pode sacá-lo.
“Se você tiver repassado algum dinheiro para essas pessoas que se dizem vendedores, e na verdade são estelionatários, podem procurar a delegacia de polícia”- disse Marcos José.
RECEPTAÇÃO
Também nesta segunda-feira, 12, Antônia Ferreira da Silva, conhecida por Denira, que trabalha com revenda de móveis usados nesta cidade, foi presa por receptação.
Ela comprou um botijão roubado, caracterizando crime de receptção, por R$ 60,00, de uma pessoa conhecida por “Mazinha”, que segundo a polícia é usuária de drogas e faz pequenos furtos para sustentar o seu vício.
O botijão roubado por Mazinha e vendido a Denira, pertencia a prefeitura de Várzea Alegre.
A polícia havia alertado no começo do ano, que não toleraria esse tipo de crime, quando pessoas compram produtos frutos de assaltos e roubos, respondendo com a punição dos receptadores, com base na lei.
CASO DA FACULDADE KURIOS
Um caso de fraude envolvendo a Faculdade Kurios, em Cedro, desencadeou investigação da Polícia Civil, na Kurios de Várzea Alegre.
Na investigação, a polícia descobriu que a faculdade atuava de forma irregular nesta cidade, pois não tinha nenhuma portaria autorizando o seu funcionamento.
O representante da Kurios em Várzea Alegre, Aluísio Menezes, disse que foi firmado convênio com o UNIASSELVI - Centro Universitário Leonardo Da Vinci de Santa Catarina, para implantar na cidade o EAD, sistema de ensino à distância, rompido pelo descredenciamento da Uniasselvi pelo MEC. Apesar do descredenciamento, a Kurios permaneceu oferecendo cursos sem autorização.
O delegado Marcos José disse que não dá para caracterizar o caso da Kurios de Várzea Alegre como estelionato, por que esta mantêm convênio com a Faculdade de Ciência e Tecnologia - FTC de Salvador - BA, que atua regularmente.
A FTC irá oferecer aos alunos da Kurios da cidade, os cursos regulares sob seu convênio na unidade de Iguatu.
O crime de estelionato foi descartado, mas as investigações continuam para averiguar se houve crime de falsidade ideológica pela Kurios.
O delegado disse que Aluísio Menezes, coordenador da Kurios, é uma vítima da faculdade, uma vez que nunca aferiu a regularidade dos cursos.
A polícia solicitou documentos da Kurios de Maranguape, onde fica a sede da faculdade, e deve continuar ouvindo alunos e diretores para decidir sobre a prática de crime da falsidade ideológica.
Quantos aos alunos prejudicados, principalmente dos cursos de Serviços Sociais e Contabilidade, irregulares, e que não queiram estudar em Iguatu, cabe o direito de pedir reparos por danos materiais e morais, segundo afirmou Marcos José. |