
O delegado da Polícia Civil, Dr. Marcos José, deu detalhes das investigações sobre a morte de Raimunda Eugênio Moreno, de 25 anos, que foi encontrada morta, dentro da casa em que morava, no bairro Alto da Prefeitura, neste domingo, dia 13, por volta das 13h00.
Em entrevista ao programa da Rádio Cultura de Várzea Alegre “Grande Jornal da Cultura”, o delegado explicou que a tese do casal José Alves de Oliveira, vulgo, "Zé Barão", 51 anos, e Ana Lúcia Eugênio, 49 anos, padrasto e mãe da vítima, de que esta tinha morrido de causas naturais, provavelmente de uma convulsão, pelo fato de Raimunda Eugênio sofrer de epilepsia, caiu quando a perícia constatou que a vítima tinha sofrido uma pancada na cabeça que lhe causou traumatismo craniano.
Segundo o delegado, a pancada foi desferida sobre a cabeça de Raimunda Eugênio de cima para baixo, atingido o centro da cabeça da vítima, forte o suficiente para lhe tirar a vida, o que descaracteriza que tenha sido ocasionada por acidente devido a uma convulsão.
Zé Barão teria contado três versões para a morte de Raimunda Eugênio, sendo que na última versão, atribuiu o crime a Ana Lúcia, mãe da vítima, depois de uma discussão entre as duas por causa de cachaça.
Ana Lúcia, segundo o delegado, continua sustentando a versão de que Raimunda Eugênio morreu de causas naturais.
No início desta tarde a perícia voltou a casa onde aconteceu o assassinato, na Rua 31 de Agosto, procurando por novas provas para elucidar a forma como o crime aconteceu e as responsabilidades do casal no caso.
No dia do crime, Ana Lúcia tinha ido ao IML (Instituto Médico Legal) de Iguatu para liberar o corpo da filha. Ao retornar para Várzea Alegre e sem saber a conclusão pericial feita no corpo de Raimunda Eugênio, ela e o seu companheiro, Zé Barão, foram presos como suspeitos de terem assassinado Raimunda Eugênio ainda no centro de velório da Afapece.
Zé Barão já responde por um assassinato e por uma tentativa de assassinato.
|