PARALISAÇÃO
PROFESSORES DAS ESCOLAS ESTADUAIS DE VÁRZEA ALEGRE ADEREM À GREVE
Raimundo Alves Cândido - Diretor da escola José Correia Lima |
20/05/09 - Várzea Alegre - Os diretores das escolas estaduais, José Correia Lima e Maria Afonsina Diniz Macêdo, comunicaram na manhã desta quarta-feira, adesão à greve estadual do professores das escolas públicas.
A adesão ao movimento grevista foi articulada pelo Sindicato dos Professores do Estado do Ceará - APEOC.
As aulas estão suspensas nas duas unidades de ensino por tempo indeterminado.
Pela manhã, um grupo de professores, acompanhado do diretor da Apeoc, Otoniel Fiúza, compareceu à sessão da Câmara, onde pretendia falar sobre a paralisão.
O presidente da Câmara, vereador Luiz Luciano e Silva (PMDB), não recebeu os grevistas, alegando que o espaço na Câmara para esse tipo de manisfestação estava suspenso.
Segundo o presidente, o regimento da Casa não trata da cessão de espaço para manifestações.
Outra alegativa do presidente, é que não houve comunicação prévia dos manifestantes sobre a presença na Casa, o que fere o regimento interno do legislativo.
O vereador Luiz Luciano, em outra oportunidade, já havia negado espaço ao Sindicato dos Servidores Públicos Municipais, que está em campanha salarial.
A medida foi considerada moralizadora pelo demais membros da Câmara, que descordaram da forma como os manifestantes se apresentaram, no objetivo de propalar a manifestação da categoria.
O presidente disse que apoiava a greve dos professores, só que exige respeito ao poder legislativo. "Eu disse, quando assumi, que iria fazer de tudo para que tivéssemos um legislativo respeitado. Tomei uma decisão de acordo com o regimento interno. estou dentro da Lei e com a consciência tranquila" - afirmou.
ENTENDA A GREVE
Segundo a presidente do Apeoc, Penha Alencar, a greve é para reivindicar a progressão horizontal e a realização imediata de um concurso público, já que há 10.046 temporários no Ceará e o Estado só abriu quatro mil vagas.
Os professores querem também, reajuste salarial de 19,2%, reformulação do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) e a implantação do piso salarial.
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