Em dezembro de 2010, integrantes da Bacia do Salgado, responsável pelo gerenciamento do açude Luiz Otacílio Correia (Olho D'água), se reuniram com a comunidade de São Vicente e com representantes da Aquidágua, Colônia de Pescadores Z-31, e dirigentes da Cagece e Cogerh, quando foi discutido sobre o destino dado aos resíduos tóxicos resultantes do processo de tratamento da água do reservatório, que estavam sendo lançados no próprio açude.
Daquela reunião ficou definido que os resíduos passariam a ser lançados no leito do Riacho do Machado, até que uma solução definitiva fosse encontrada.
Na reunião do ano passado, os diretores da Cogerh e Cagece, informaram que não foi executado, junto com o projeto do açude, a construção de tanques para armazenamento dos resíduos.
A construção desses tanques é o mais indicado para solucionar o problema, só que o prazo máximo dado pela Cagece para construir os recipientes é para 2014.
Nesta quarta-feira, 20, em uma nova reunião, provocada pelo Comitê Gestor da Bacia do Salgado, o tema voltou a ser debatido com a comunidade, gerente da Cagece, Dr. Galba Batista, da Cogerh, Dr Yarlei de Brito, da Semace, representada por Raimundo Cândido, secretário municipal de agricultura, Antônio Gregório, e com outros segmentos da sociedade organizada.
A comunidade não aceita que os resíduos tóxicos sejam lançados nem dentro do reservatório, e muito menos, no leito do riacho.
Diante da polêmica, a Cagece foi acionada para apresentar um projeto definitivo para resolver o problema num prazo de 60 dias. |