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26/01/2011 - Várzea Alegre - 17h49 | DA REDAÇÃO

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Prefeito Zé Helder (PMDB) vai à Câmara e confronta vereadores da oposição sobre denúncias de desvio de dinheiro

O prefeito desta cidade, Zé Helder (PMDB), compareceu nesta manhã à sessão da Câmara de Vereadores e se defendeu das acusações de desvio de dinheiro da obra de saneamento básico em construção no bairro Varjota, feitas pelos edis de oposição Zé Batista (PR), Chico Clementino (PSDB) e Eliana Maria (PSDB).
 
Os vereadores Chico Clementino e Zé Batista levaram farta documentação para a Sessão. Segundo eles, os papéis provariam as denúncias contra o prefeito.
 

A oposição apresentou uma série de documentos que pesquisaram na Fundação Nacional de Saúde – Funasa, órgão do governo federal responsável pela liberação de recursos para a obra. Com base nestes papéis, os vereadores passaram a acusar o prefeito de corrupção e de ter desviado o recurso destinado ao saneamento, orçado em R$ 3,2 milhões de reais.

Os edis da oposição também apresentaram um relatório, assinado pelo engenheiro civil Rafael Borges, contratado por eles para avaliar a obra. Segundo o laudo, lido pela vereadora Eliana, há falhas nas instalações coletoras, nas ligações prediais, além de apontar que as estações elevatórias não estão concluídas, entre outras. O laudo atesta ainda que o saneamento só atingiu, até o momento, pouco mais de 50% do total do projeto, que beneficia além da Varjota, os bairros Juremal, Zezinho Costa e parte do Centro da cidade. Os vereadores ainda reclamam que a obra foi conveniada em 2007 e está com mais de três anos de atraso.

 
O prefeito Zé Helder se comprometeu em entregar o saneamento pronto em cerca de 4 meses.
 

O prefeito Zé Helder, no início da sessão, explicou que o saneamento da Varjota é uma obra complexa, que vem passando por diversas dificuldades, como atraso nos repasses de recursos, questões de ordem de terreno, que apresenta algumas partes rochosas, exigindo, assim, um trabalho mais cauteloso, questões de pendências com indenizações de terrenos particulares, por onde o saneamento passa, entre outras razões, que acabaram por levar ao seu atraso, já que o projeto é de 2007.

Sobre o dinheiro da obra, o prefeito informou que realmente autorizou o pagamento para a Construtora Litoral e Projetos Ltda. Isso, para evitar que esses recursos retornassem para Brasília, uma vez que a vigência do projeto se encerraria no final de 2010. Zé Helder disse que tomou esta decisão depois de ser orientado por técnicos do governo.

O prefeito negou, veementemente, a acusação de que desviou o dinheiro do saneamento da Varjota, e disse que, 20% dos recursos restantes da obra, algo em torno de R$ 468.000,00, estão depositados em uma conta administrativa, aberta na Caixa Econômica Federal, em Iguatu, que só será transferido para a construtora quando o serviço estiver concluído.

O vereador Elonmarcos Cândido, líder do governo na Casa, mostrou o documento emitido pela Caixa Ecônomica. O prefeito lembrou que já prestou conta da primeira etapa da obra com a Funasa, e esta foi devidamente recebida pelo órgão.

Zé Helder afirmou que “pode até ter havido falhas na obra, mas que nenhuma teria sido proposital.” Sobre o questionamento das estações elevatórias, o prefeito disse que estas estão em construção e pediu a construtora prioridade na sua conclusão.

Helder comprometeu-se em, no máximo quatro meses, caso não haja novos entraves burocráticos, o saneamento em questão estará pronto. Zé Helder pediu que os vereadores, inclusive os da oposição, componham uma comissão para acompanhar a execução dos serviços. Ele questionou, ainda, onde estavam os vereadores de oposição, quando na gestão do ex-prefeito João Eufrásio, que hoje responde a vários processos por ter deixado obras irregulares na cidade, além de o município ter ficado inadimplente com vários órgãos públicos, quando não cobraram nada do gestor naquela época.

A reunião foi tensa do começo ao fim, com bate-boca entre partidários de Zé Helder e do grupo opositor. A imprensa estadual esteve cobrindo o evento e era citada constantemente nos discursos dos edis, como forma de valorizar os assuntos discutidos.

 
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