O prefeito Zé Helder, no início da sessão, explicou que o saneamento da Varjota é uma obra complexa, que vem passando por diversas dificuldades, como atraso nos repasses de recursos, questões de ordem de terreno, que apresenta algumas partes rochosas, exigindo, assim, um trabalho mais cauteloso, questões de pendências com indenizações de terrenos particulares, por onde o saneamento passa, entre outras razões, que acabaram por levar ao seu atraso, já que o projeto é de 2007.
Sobre o dinheiro da obra, o prefeito informou que realmente autorizou o pagamento para a Construtora Litoral e Projetos Ltda. Isso, para evitar que esses recursos retornassem para Brasília, uma vez que a vigência do projeto se encerraria no final de 2010. Zé Helder disse que tomou esta decisão depois de ser orientado por técnicos do governo.
O prefeito negou, veementemente, a acusação de que desviou o dinheiro do saneamento da Varjota, e disse que, 20% dos recursos restantes da obra, algo em torno de R$ 468.000,00, estão depositados em uma conta administrativa, aberta na Caixa Econômica Federal, em Iguatu, que só será transferido para a construtora quando o serviço estiver concluído.
O vereador Elonmarcos Cândido, líder do governo na Casa, mostrou o documento emitido pela Caixa Ecônomica. O prefeito lembrou que já prestou conta da primeira etapa da obra com a Funasa, e esta foi devidamente recebida pelo órgão.
Zé Helder afirmou que “pode até ter havido falhas na obra, mas que nenhuma teria sido proposital.” Sobre o questionamento das estações elevatórias, o prefeito disse que estas estão em construção e pediu a construtora prioridade na sua conclusão.
Helder comprometeu-se em, no máximo quatro meses, caso não haja novos entraves burocráticos, o saneamento em questão estará pronto. Zé Helder pediu que os vereadores, inclusive os da oposição, componham uma comissão para acompanhar a execução dos serviços. Ele questionou, ainda, onde estavam os vereadores de oposição, quando na gestão do ex-prefeito João Eufrásio, que hoje responde a vários processos por ter deixado obras irregulares na cidade, além de o município ter ficado inadimplente com vários órgãos públicos, quando não cobraram nada do gestor naquela época.
A reunião foi tensa do começo ao fim, com bate-boca entre partidários de Zé Helder e do grupo opositor. A imprensa estadual esteve cobrindo o evento e era citada constantemente nos discursos dos edis, como forma de valorizar os assuntos discutidos. |